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m data center só é redundante enquanto a operação sabe que a redundância está íntegra. Um gerador em falha, um chiller em alarme ou um disjuntor aberto por engano só são problemas se ninguém vê. É para isso que existem o BMS e o EPMS: os sistemas que supervisionam a infraestrutura em tempo real.

Neste artigo, explicamos o que cada um faz, como são integrados e o que muda na obra.

BMS: supervisão de facilities

O BMS (Building Management System) supervisiona e controla climatização, incêndio, hidráulica, diesel e utilidades. Ele recebe sinais de sensores de temperatura, umidade, pressão e vazão, comanda chillers, bombas, CRAHs e dampers, e executa as sequências de operação do projeto: partida em cascata, rodízio de equipamentos, resposta a alarmes.

Em data center, o BMS é também o executor dos intertravamentos: quando o sistema de incêndio confirma fogo, é o BMS que desliga a climatização da zona e fecha os dampers.

EPMS: supervisão de energia

O EPMS (Electrical Power Monitoring System) supervisiona a cadeia elétrica: subestação, transformadores, geradores, UPS, painéis e PDUs. Ele lê os relés de proteção e os medidores, registra qualidade de energia, monitora a carga por circuito e identifica em segundos a origem de uma falha.

A separação entre BMS e EPMS existe porque os requisitos são diferentes: o EPMS precisa de resolução de milissegundos e de sequência de eventos para análise de falhas; o BMS trabalha com tendências e sequências de controle.

O que é integrado

  • Relés de proteção de MT e BT, com parametrização e leitura de eventos
  • Controladores dos geradores, UPS e quadros de transferência
  • Chillers, bombas, CRAHs e sensores de ambiente
  • Painel de detecção e alarme de incêndio
  • Medidores de energia para PUE e rateio por cliente
  • Controle de acesso, CFTV e alarme perimetral, em muitos projetos

A integração é feita por protocolos como Modbus, BACnet e SNMP, e por I/Os físicos nos CLPs. Cada ponto integrado gera um registro na lista de pontos, que é o documento que o comissionamento usa para testar um a um.

Por que entram por último

BMS e EPMS só funcionam quando todos os outros sistemas estão instalados e enviando dados. Por isso são os últimos a entrar, mas não podem ser os últimos a ser projetados. A lista de pontos, a arquitetura de rede e as sequências de operação precisam estar prontas no projeto executivo, porque definem o que cada equipamento precisa entregar de sinal.

No Scala Data Center de São João de Meriti, o escopo incluiu programação de CLP, parametrização dos relés de média tensão e 6,8 km de cabos de controle.

O que é testado no comissionamento

Cada ponto da lista é testado ponta a ponta: o sensor é simulado e o valor precisa aparecer na tela certa, com o alarme certo. Depois, as sequências de operação são testadas com os equipamentos reais. No teste integrado L5, cada falha provocada precisa aparecer no BMS e no EPMS na sequência correta.

O que costuma dar errado

Lista de pontos incompleta, o que deixa equipamentos sem supervisão; protocolos não compatíveis entre fornecedores, descobertos na integração; e telas que mostram o estado mas não a redundância, de modo que a operação não percebe quando está em N em vez de N+1.

Automação no mesmo escopo da elétrica

Na MSE Engenharia, empresa de engenharia e instalação de data center, CLP, BMS, EPMS e parametrização de relés fazem parte do mesmo escopo da elétrica e da climatização que eles supervisionam. Este artigo faz parte do guia Instalações para data center em 15 etapas.

Ficamos à disposição para avaliar a automação do seu projeto.

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Bruno Leite Viana
Bruno Leite Viana
Diretor de Marketing da MSE Engenharia, onde desde 2017 transforma projetos de engenharia industrial, obras e data centers em conteúdo técnico claro e confiável. Especialista em Comunicação Empresarial pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), lecionou na pós-graduação da universidade e soma mais de 20 anos de carreira em comunicação.
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