Contratos EPC e Turnkey Industrial
Assumimos o projeto completo sob um único contrato e um único responsável. Menos interfaces, mais controle de custo, prazo e performance até a operação.
Projetos Multidisciplinares em BIM (FEL 2/3)
Desenvolvemos projetos do FEL 1 ao executivo, integrando todas as disciplinas em BIM. Mais precisão, menos retrabalho e decisões baseadas em dados.
Construção Civil e Obras Industriais
Executamos obras industriais completas, da fundação às áreas críticas qualificadas. Estruturas robustas, ambientes controlados e alto padrão construtivo de ponta a ponta.
Montagem Eletromecânica e Pré Fabricação
Instalamos equipamentos e sistemas com rigor técnico e rastreabilidade total. Qualidade assegurada desde a montagem até a qualificação final do projeto.
Salas Limpas e Ambientes Classificados
Projetamos e executamos salas limpas conforme ISO 14644 e normas GMP. Controle rigoroso de partículas, pressão, temperatura e umidade em cada ambiente.
HVAC Farmacêutico e Climatização Classificada
Implantamos sistemas de climatização com controle preciso de pressão e partículas. Ambientes estáveis, monitorados e em total conformidade com os graus GMP.
Eletrocentros (E-Houses) e Painéis Elétricos
Projetamos e fabricamos eletrocentros e painéis com tecnologia de ponta. Soluções pré-fabricadas, testadas e prontas para operar com total segurança.
Gerenciamento de CAPEX e Controle de Obras
Execução de obras em plantas operacionais sem interromper a produção.
Planejamento preciso, controle de riscos e continuidade operacional garantida.
Conformidade ANVISA, FDA e EMA
Entregamos projetos alinhados às BPF e aos principais órgãos reguladores globais. Histórico comprovado de plantas aprovadas sem nenhuma interdição em inspeções.
Montagem Eletromecânica em Áreas Críticas
Instalamos equipamentos e skids de processo com rigor técnico e rastreabilidade. Qualidade assegurada desde a montagem até a qualificação final do sistema.
Comissionamento, Startup e Entrega Assistida
Validamos todos os sistemas até o início seguro da operação produtiva. Garantia de que tudo funcione conforme projetado e dentro das normas.
Toda a engenharia em um único lugar
A MSE reúne projeto, obra, montagem e qualificação sob um só responsável. Equipe própria e multidisciplinar, sem dependência de subcontratadas críticas.
Uma fábrica farmacêutica não é um galpão industrial com equipamentos dentro. É uma obra em que o ar, a pressão, a temperatura e o fluxo de pessoas e materiais são parte do processo produtivo e precisam ser demonstrados perante a ANVISA. Cada sala limpa, cada duto de HVAC e cada ponto de utilidade nasce no projeto com uma função regulatória. É por isso que contratar uma empresa de engenharia que domina ambiente regulado muda o resultado: menos desvios na qualificação e uma operação que passa na inspeção.
Sala limpa é um ambiente com controle de partículas, pressão diferencial, temperatura, umidade e trocas de ar. A referência técnica é a norma ISO 14644, que classifica o ambiente de ISO 1 a ISO 9 conforme a quantidade de partículas por metro cúbico. A antiga sala limpa classe 100 corresponde hoje à ISO 5; classe 10.000 à ISO 7; classe 100.000 à ISO 8. No Brasil, a RDC 658/2022 da ANVISA traduz isso para os graus A, B, C e D das Boas Práticas de Fabricação. O grau A é o ponto crítico de envase estéril; o grau D atende áreas de preparação de sólidos e embalagem primária. Definir o grau de cada sala é a primeira decisão do projeto, porque é ela que dimensiona o HVAC, a filtragem HEPA, os acabamentos e o custo por metro quadrado.
O trabalho começa pelo estudo conceitual (FEL 1 e FEL 2), que define o fluxo de processo, a segregação de áreas, o zoneamento de classificação e a estratégia de utilidades. Nessa fase nasce a URS, a especificação de requisitos do usuário, que será a base de toda a qualificação. Em seguida vêm o projeto básico (FEL 3), o detalhamento executivo em BIM, com todas as disciplinas compatibilizadas, e a emissão dos documentos para construção. Só então entram terraplenagem, fundações, estrutura, envelope, painéis de sala limpa, HVAC, utilidades limpas, elétrica e automação. A obra termina com comissionamento e qualificação de instalação, operação e desempenho (QI, QO e QD), que geram as evidências documentais exigidas na inspeção sanitária.
O sistema de HVAC de uma indústria farmacêutica faz muito mais do que climatizar. Ele mantém a cascata de pressão entre salas, garante as trocas de ar por hora exigidas para cada grau, filtra o ar por estágios até os filtros HEPA terminais e controla temperatura e umidade dentro de faixas validadas. Cada zona precisa de unidades de tratamento de ar dedicadas ou segregadas para evitar contaminação cruzada, e todo o sistema é monitorado por um BMS com registro contínuo. Um HVAC mal dimensionado é a causa mais comum de reprovação na qualificação, porque a pressão diferencial e a recuperação de classe são testadas e documentadas sala por sala.
Além do HVAC, a planta depende de utilidades que também são qualificadas: água purificada e água para injetáveis, vapor limpo, ar comprimido isento de óleo, nitrogênio e sistemas de limpeza CIP e SIP. Do lado elétrico, uma fábrica farmacêutica exige redundância e continuidade: subestação, grupos geradores, no-breaks para áreas críticas e painéis com rastreabilidade. A MSE projeta e fabrica eletrocentros e painéis elétricos próprios, o que reduz interfaces e prazos de energização.
Uma nova unidade de médio porte costuma levar de 18 a 30 meses entre a definição do conceito e o startup validado. Uma expansão ou reforma de área classificada em planta existente leva de 8 a 14 meses. O que mais pesa no cronograma não é a obra civil, e sim a qualificação e os equipamentos de prazo longo: unidades de tratamento de ar, geradores de água purificada, autoclaves e skids de processo. Especificar esses itens ainda na fase de projeto e integrar o plano de validação ao cronograma da obra é o que sustenta o prazo.
O custo é puxado pelo grau de classificação e pela complexidade das utilidades, não pela área construída. Um metro quadrado de área grau D custa uma fração do metro quadrado de uma área grau A com isoladores e envase asséptico. Também pesam o tipo de produto (sólidos, líquidos, estéreis, biológicos), a necessidade de contenção para produtos de alta potência e a infraestrutura de energia disponível no terreno. Um projeto conceitual bem feito reduz esse custo ao evitar superclassificar salas que não precisam.
Grande parte dos projetos farmacêuticos acontece dentro de fábricas que não podem parar. Isso exige planejamento de frentes, barreiras de contenção de poeira, controle de acesso, gestão de mudanças e coordenação com a garantia da qualidade do cliente. A MSE executa expansões, reformas de áreas classificadas e novas linhas em plantas operacionais, mantendo a produção e o status regulatório das áreas vizinhas.
Contratar projetista, construtora, montadora e empresa de qualificação separadamente parece mais barato no papel. Na prática, cria zonas cinzentas entre os contratos, e é nelas que aparecem o retrabalho, o atraso e os desvios na inspeção. No modelo EPC turnkey, projeto, obra, montagem, comissionamento e suporte à qualificação ficam sob um único responsável técnico, com equipe própria e multidisciplinar. Há 47 anos a MSE entrega fábricas farmacêuticas nesse modelo, com operações aprovadas em inspeções da ANVISA, FDA e EMA.
A classificação ISO 14644 indica o limite de partículas por metro cúbico de ar. ISO 5 (antiga classe 100) admite até 3.520 partículas de 0,5 µm e é usada em envase estéril, grau A. ISO 7 (classe 10.000) corresponde ao grau B em repouso e ao grau C em operação. ISO 8 (classe 100.000) equivale ao grau D, típico de áreas de sólidos e embalagem primária. Quanto menor o número, maior a filtragem, as trocas de ar e o custo.
A RDC 658/2022 estabelece as Boas Práticas de Fabricação de medicamentos e trata de instalações, fluxos, classificação de áreas, HVAC, utilidades e qualificação. Na prática, a inspeção verifica se o projeto evita contaminação cruzada, se as áreas classificadas estão qualificadas com evidências documentais e se os sistemas críticos têm monitoramento e rastreabilidade.
Uma área classificada dentro de uma planta existente leva de 8 a 14 meses entre projeto e qualificação. Uma fábrica farmacêutica nova, de médio porte, fica entre 18 e 30 meses. O prazo depende do grau de classificação, da complexidade das utilidades e do lead time dos equipamentos de HVAC e processo.
Sim. Atuamos em modelo EPC turnkey: projetos multidisciplinares em BIM, construção civil, salas limpas, HVAC farmacêutico, utilidades, montagem eletromecânica, eletrocentros e painéis próprios, comissionamento e suporte à qualificação QI, QO e QD, tudo sob um único responsável técnico.
Sim, e é o cenário mais comum em expansões e modificações. Exige planejamento de frentes, barreiras de contenção, controle de acesso, gestão de mudanças e alinhamento com a garantia da qualidade do cliente para preservar o status regulatório das áreas em operação.
Desenvolvemos soluções para a indústria farmacêutica,
criando ambientes produtivos seguros, eficientes e alinhados
aos mais altos padrões de qualidade.
